Artigo

Influência do tratamento de superfície na resistência adesiva de compósito nanoparticulado.

Publicado em 05-01-2006

Autor(es)
Paula de Carvalho CARDOSO; Ana Elise Ramos COLLE; Luiz Narciso BARATIERI; Sylvio MONTEIRO JUNIOR
Publicado em
Palavras-chave
Restauração dentária permanente; resinas compostas; resistência à tração; materiais dentários, estudo comparativo

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar in vitro a resistência adesiva de reparos em compósitos, utilizando diferentes tratamentos de superfície. Quarenta corpos de prova de resina composta (Filtek Supreme, 3M-Espe) foram envelhecidos artificialmente e divididos em quatro grupos (n=10): Grupo 1 (controle) – resina composta+ sistema adesivo + resina composta; Grupo 2 – resina composta + ranhuras com ponta diamantada grossa (nº 2135 – KG Sorensen) + sistema adesivo + resina composta; Grupo 3 – resina composta + orifícios com ponta diamantada grossa (nº 1031 – KG Sorensen) + sistema adesivo + resina composta; Grupo 4 – resina composta + jateamento com óxido de alumínio + sistema adesivo + resina composta. Após a realização dos tratamentos superficiais, foi aplicado o adesivo conforme as instruções do fabricante e confeccionado um cilindro de resina composta com auxílio de uma matriz de Teflon (2,1mm de diâmetro). Os corpos de prova foram submetidos a ciclagem térmica e em seguida armazenados por 24 horas a 37ºC. O teste de cisalhamento foi realizado na máquina Instron com velocidade de 1 mm/min. Os dados foram analisados por ANOVA e Tukey.(5%) Resultados: Os valores médios em MPa (±DP) foram: G1 – 14,7 (±5,0)B; G2 – 24,1 (±5,4)A; G3 – 15,61 (±3,24)B; G4 – 17,99 (±9,03)A,B. ANOVA mostrou diferença significante entre os grupos analisados (0,0059), apresentando o grupo 2 os maiores valores de resistência de união ao cisalhamento. Concluiu-se que as ranhuras realizadas como tratamento superficial em resina composta nanoparticulada aumentou a resistência de união ao cisalhamento.